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Esse é o nome de um dos projetos e do atual espetáculo protagonizado pelo Coral das Lavadeiras, Carlos Farias e banda de apoio.
Pleno de brasilidade, o repertório é constituído de batuque, semba, chorinho, moçambique, chula, modinha, toada, beira-mar, cantiga de roda.... Herança deixada por escravos africanos, índios, poetas lusitanos... perpetuadas na voz e memória de antigos tropeiros, canoeiros e ribeirinhos. As lavadeiras-cantoras apresentam uma singular e comovente leitura dessas canções, temperadas com histórias vividas na beira do rio, ao som de violões, sopros e percussões. Duração: 60 minutos, em média.
Além do maravilhoso espetáculo musical, as lavadeiras costumam realizar, em cada cidade, dois eventos da maior importância: a palestra/oficina "Conversa de Lavadeira" e a cerimônia de "bênção das águas".
a - "Conversa de Lavadeira"
Trata-se de um encontro informal com o público alvo (estudantes e professores da rede pública, grupos de terceira idade, artistas e estudiosos da cultura popular). Cada lavadeira fala da sua experiência de vida, compartilha fatos pessoais e coletivos, na perspectiva de que as transformações ocorridas, a partir da criação do coral, possam estimular os participantes no desenvolvimento de ações parecidas em suas próprias comunidades. O workshop é coordenado pelo Carlos Farias, que ainda aborda outros aspectos como a seleção do repertório, a geração de emprego, renda e inclusão social. Também enfoca o papel das leis de incentivo na consolidação dos trabalhos do grupo. Tudo com muita alegria, música e emoção.
b - "Bênção das águas"
Trata-se de um evento simbólico e de profundo significado: entoando cânticos apropriados, as lavadeiras fazem uma caminhada até à principal fonte de água da cidade (rio, represa, lago, chafariz ... ). Em seguida, lançam flores na água, num amoroso gesto pela preservação da vida. O público também participa ativamente.
As principais características dessas ações são a exemplaridade e o simbolismo que elas encarnam.
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